25 Melhores Momentos do Cinema em 2019

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Listas de Top 10, Top 20 filmes do ano são um amor que tenho desde pequeno. Adorava ver a votação do público da Revista Set. Passei então a acompanhar os sites de revistas internacionais, críticos, blogueiros e youtubers. Sempre coloquei a minha em algum lugar. Num caderno, no Facebook e aqui no Medium. Fiquei extremamente chateado comigo mesmo ano passado por ter procrastinado e nunca postado a minha lista. Esse ano, com tantos filmes bons, filmes oks com cenas boas e até filmes ruins com aquele minutinho ou outro que dão uma salvada, decidi não fazer lista de filmes, mas uma lista de momentos marcantes, para mim, do cinema em 2019.

Então segura aí, cuidado com possíveis SPOILERS, e vamos aos 25 momentos mais marcantes (alguns com as cenas abaixo, outros com o que deu para achar na internet. rs):

25) Cena de abertura e preparação para o lançamento do foguete (Apollo 11)

O documentário produzido pela CNN Films é impressionante. Contando de forma linear e por meio de footages em alta resolução da época, a produção vai acompanhando a missão da Apollo 11 em todas as etapas: da preparação para o lançamento, a ida até a lua e os momentos dos astronautas no satélite e o retorno à Terra. Toda a forma como é contada, a montagem dinâmica, o som, tornam a experiência tão imersiva quanto o excelente (e desprezado) Primeiro Homem fez na ficção. A cena de abertura deixa qualquer ficção científica no chinelo, mostrando as máquinas que carregam o foguete e toda a aparelhagem responsável pela missão.

24) Apresentação de Crocodile Rock (Rocketman)

Rocketman é um filme que merecia ter sido mais visto. Ao contrário do primo famoso, Bohemian Rhapsody, a história de Elton John não encheu as salas e nem foi tão badalada. A verdade é que é uma produção muito mais interessante, com figurinos, direção de arte e números musicais muito mais refinados. Mas acima de tudo, Rocketman tem em Taron Egerton um protagonista mais carismático e mais talentoso para um papel como esse. O ator brilha (e canta!) em praticamente todas as cenas. Sua primeira apresentação no lendário Troubadour com “Crocodile Rock” é fantástica. Seja na sua performance ou na forma como todos passam a flutuar com a música, a cena é um belo exemplo de como Rocketman, mesmo não sendo perfeito, sempre tenta fugir do convencional.

23) Protagonistas viram bonecas (Fora de Série)

A primeira empreitada de Olivia Wilde como diretora é uma comédia adolescente clássica, com jovens terminando o colégio e se aventurando nas festas que marcam o fim dessa jornada. O grande barato do filme está nas suas protagonistas Kaitlyn Dever e Beanie Feldstein. Elas comandam o show e tornam as maluquices da dupla Amy e Molly muito próximas do real. Fora de Série, é assim como foi com Superbad, American Pie, Porky’s e tantos outros, um retrato dos jovens daquela época. A loucura da cena em que as amigas são drogadas e se imaginam como bonecas estilo Barbie é hilária, seja na sua própria loucura ou nos questionamentos verossímeis de quem se pega em tal situação.

22) A filmagem da última cena de Dolemite (Dolemite é meu Nome)

2019 foi um grande ano para a Netflix (tem mais momentos deles aí na lista) e Dolemite é meu Nome é um dos exemplos de diferentes conteúdos que a plataforma pode criar. A biografia do comediante, ator e cineasta Rudy Ray Moore traz de volta Eddie Murphy em uma de suas melhores atuações, em um filme recheado de símbolos da blaxploitation e com um elenco de apoio afiado, que ainda tem Wesley Snipes como uma participação de luxo. A cena com o último dia de gravação de “Dolemite” é o momento em que todos esses fatores se encontram. E como funciona bem ver tanto talento em cena ao mesmo tempo.

21) Aprendendo a se movimentar como uma mulher (Shadow)

Zhang Yimou é um dos mestres do cinema mundial. Filmes como Herói, O Clã das Adagas Voadoras e A Maldição da Flor Dourada (apenas para citar os que chegaram com mais pompa ao ocidente) são obras tecnicamente e visualmente deslumbrantes. Claro, no meio do caminho acontecem coisas como A Grande Muralha, mas ok. Em Shadow, o diretor sai do seu mundo colorido para uma história contada em tons de cinza. O único contraste ao dessaturado é o vermelho do sangue que jorra entre os inimigos dessa história de poder e traição. É na cena em que Jingzhou aprende com uma mulher a como a manipular e a se movimentar utilizando o guarda-chuva, que Yimou mostra como é um gênio na arte de contar histórias e filmar coreografias de artes marciais.

20) A ilusão de Mysterio (Homem-Aranha: Longe de Casa)

Homem-Aranha: Longe de Casa tinha uma missão ingrata: dar sequência ao universo Marvel poucos meses depois de seu auge: Vingadores: Ultimato. O filme ainda estava sendo exibido em alguns cinemas quando a nova aventura de Peter Parker estreou. Longe de Casa foi um filme que me agradou muito na época, mas que não durou muito comigo. Assim como o seu antecessor, uma cena, protagonizada pelo vilão, ainda continua na minha cabeça. Se em De Volta ao Lar foi o maravilhoso diálogo com seu “possível futuro sogro”, o Abutre, no novo filme, sem dúvidas, é o momento que o até então ídolo de Parker, Mysterio, utiliza suas ilusões para aterrorizar o teioso. É uma cena maravilhosa para os fãs de quadrinhos.

19) Robert Pattinson versus Gaivota (O Farol)

O Farol é um filme que perturba os sentidos do espectador. O enquadramento incomum, o preto e branco contrastado, a sujeira do ambiente que os personagens vivem, os barulhos intensos, a bebedeira, o sotaque… tudo contribui para que as sensações extrapolem e tragam para fora da tela a inquietude vivida pelo personagem de Robert Pattinson. Robert Eggers já havia feito isso no seu filme anterior, A Bruxa, e aqui eleva a potência. A cena em que Pattinson espanca e dilacera uma gaivota, que ele pensa o perseguir ao longo do tempo na ilha, é brutal.

18) Crianças comprando drogas (Bons Meninos)

O novo filme produzido pela trupe Seth Rogen e Evan Goldberg é mais uma história hilária, assim como Superbad e o já citado Fora de Série, de jovens em um momento de mudanças em suas vidas, no colégio e de provação da amizade. A diferença é que em Bons Meninos vemos crianças de 10, 11, no máximo 12 anos, que veem num beijo uma das maiores loucuras do mundo. Mistura-se a isso: tecnologia, bullying, hobbies vergonhosos e drogas. SIM, drogas! Para conseguir de volta o drone do pai do personagem principal, os três moleques do título devem entrar numa fraternidade e comprar drogas para adolescentes mais velhas. Non-sense e hilária, a cena é o ponto alto para Jacob Tremblay brilhar (mais uma vez).

17) There Goes My Miracle (Western Stars)

O ano foi interessante para os fãs de Bruce Springsteen. Foram lançados três filmes baseados em sua obra em 2019. A Música da Minha Vida conta a história de um rapaz que encontra sentido para aguentar as pressões da juventude e da vida nas músicas do Boss. Thunder Road é baseado em sua música de mesmo nome e conta a história de um policial que tenta homenagear a mãe em seu funeral. Já Western Stars é um filme-concerto com as músicas de seu disco homônimo, separadas por curtas em que Springsteen fala de sua vida, sua jornada e o significado de cada canção. Em “There Goes My Miracle”, descobrimos um personagem apaixonado e a intensidade de Springsteen ao interpretar a canção torna o momento ainda mais especial.

16) Denoit Blanc desvenda o mistério (Entre Facas e Segredos)

Com ares de Agatha Christie, um quê de Hitchcock e um dos elencos mais interessantes do ano, Entre Facas e Segredos entretém com humor afiado e ritmo acelerado, que não deixa a trama esfriar ao longo das suas 2h. Todos os atores têm pelo menos um minutinho para brilhar, mas é no carisma de Daniel Craig e Ana de Armas que o filme ganha muitos pontos. Os momentos dos dois juntos são os melhores. E é no final, na hora de desvendar o mistério, que Craig arrebata o filme. Desde o hilário momento dos Donuts até toda a sua explanação, o ator entrega uma de suas melhores atuações, e que lembra muito certos momentos de Nem Tudo É o que Parece, até hoje considerado um dos seus melhores filmes.

15) Invasão dos doppelgängers (Nós)

Jordan Peele vem se provando um mestre em contar histórias. Se no aclamado Corra! ele faz um filme que mais lembra uma ficção B, no estilo Além da Imaginação (e que ganhou remake do próprio diretor), em Nós, ele entra de cabeça na loucura do terror para falar de questões políticas e sociais. Esse talento remete aos grandes mestres como George Romero, Tobe Hooper e Wes Craven, que sempre procuraram misturar essas questões, camufladas pelo gênero. Em Nós, o simbolismo toma conta de quase todas as cenas, enchendo o filme de interpretações e teorias. O momento da invasão da casa da família Wilson é, sem dúvidas, um dos momentos mais tensos do cinema em 2019. A revelação de cada doppelgänger e as motivações de Red (Lupita Nyong’o brilhante) vão tornando o filme cada vez mais claustrofóbico até a revelação final.

14) A volta mais rápida de Ken Milles (Ford v Ferrari)

Já deixei claro aqui, em outro texto, como Ford v Ferrari me decepcionou esse ano. Seja na história que já vimos milhões de vezes, na forma como aborda o “americanismo” e no tratamento desrespeitoso com outras figuras importantes do automobilismo em favorecimento dos seus heróis. Entretanto, uma coisa não pode ser negada: o filme é um primor técnico, tanto nos efeitos visuais ou de som, como na fotografia e montagem de suas corridas. A cena do teste com o carro à noite, com os freios em chamas, é fantástica, assim como a corrida de Daytona. Na hora que Milles precisa correr sua volta mais rápida em Le Mans, o filme brilha mais ainda, especialmente com a forma como a câmera passeia em volta do Ford Shelby, se afastando e fazendo uma panorâmica sensacional até a linha de chegada.

13) A primeira aparição de Jennifer Lopez (As Golpistas)

J-Lo sempre foi tratada com desdém em seus filmes. Não que eles ajudem muito: um enfileirado de enlatados, comédias românticas nada originais e escolhas péssimas, como Gigli, com seu parceiro na época, Ben Affleck. Com As Golpistas, Lopez vem sendo aplaudida e apontada como candidata ao Oscar, desde a estreia do filme no Festival de Toronto. Contando a história de strippers que davam golpes em executivos de Wall Street, o filme tem em Lopez e em Constance Wu seus pilares de carisma, que nos faz embarcar e abraçar a causa. E Lopez ganha todas as atenções em sua primeira aparição: uma cena no pole dance, na qual deixa claro que todos ali, clientes, strippers, bartenders e seguranças já estão em suas mãos.

12) Rey versus Kylo Ren no deserto (Star Wars: A Ascensão Skywalker)

É, o 2019 para Star Wars tem dois nomes: Mandalorian e Baby Yoda. Foi com a série da Disney+ que a franquia conseguiu seu maior sucesso com a crítica e com o público. Mas seria o episódio 9 da saga dos Skywalker essa tragédia toda? Não. Ascensão é um filme como muitos outros em que o estúdio faz cagada (oi, Liga da Justiça, tudo bem?) e que os fãs chiliquentos da internet têm muita culpa nisso. Entretanto, há diversos momentos bacanas no novo filme, como a Millennium Falcon fugindo dos Tie Fighters no início, Rey lutando com Kylo dentro da Estrela da Morte, a chegada das naves da galáxia para ajudar a derrotar o mal… Nem tudo está perdido aqui. A cena mais interessante do filme é a que Rey decide encarar Kylo no deserto e os dois passam a disputar quem domina mais a Força. Tudo acaba quando Rey dispara raios pelas mãos. É empolgante, é overpower, é bonito, pena que as decisões do que vem depois tiram a força da cena.

11) A luta com facas (John Wick 3: Parabellum)

2019 foi o ano que Keanu Reeves voltou a ser o queridinho de Hollywood e da internet. O ator está em todas e enfileirando produções para os próximos anos: Bill & Ted 3, John Wick 4, Matrix 4 e por aí vai. Um dos fatores responsáveis pela volta de Reeves aos holofotes é a história do assassino que só queria vingar o seu cachorro, mas que já está a dias (na linha temporal dos três filmes) lutando contra máfias e sindicatos do crime do mundo inteiro. Se John Wick 2 expandiu esse universo, Parabellum deu um bico na bola para o alto e sabe-se lá qual o limite. Ninjas de moto, cachorros ninjas, queda da cobertura do prédio, luta com cavalo, Anjelica Houston, Mark Dacascos… é tanta coisa em um filme só, que as vezes John Wick 3 precisa de um “volta pra cá, meu filho” para entrar no trilho de novo. Porém, não dá para negar que é espetacular ver Reeves lutando com um bando de assassinos e utilizando apenas com facas!

10) Gestapo investiga a casa de Jojo (Jojo Rabbit)

A comédia agridoce de Taika Waititi, sobre o menino que idolatra o nazismo e tem Hitler como amigo imaginário, é um dos melhores filmes do ano. O filme conta com atuações incríveis dos jovens Roman Griffin Davis e Thomasin McKenzie e de Scarlett Johansson, como a mãe que tenta defender o filho de um cenário tão tóxico como a guerra. O elenco de apoio também brilha e o momento em que os agentes da Gestapo invadem a casa de Jojo comprova isso. Waititi cria tensão e faz rir ao mostrar os piores agentes de Hitler e satirizar a saudação nazista na mesma cena. É fascinante o domínio que diretor tem sobre seus atores e os cenários que eles ocupam.

9) A final da Copa de 2014 (Dois Papas)

Dois homens velhos discutindo: religião, seus legados e pecados, negação da vocação e responsabilidades. O que tinha tudo para ser um filme enfadonho, ganha sutileza e humor na direção de Fernando Meirelles. A produção da Netflix (de novo) contando a história dos Papas Bento XVI (Anthony Hopkins) e Francisco (Jonathan Price) escapa do básico e verborrágico e é carregado de comentários sarcásticos, tiradas de comédia e um clima que nunca incomoda. E se é Francisco que tem as melhores sacadas ao longo do filme, no final, já nos créditos, Bento XVI brilha com a vitória da Alemanha em cima da Argentina na Copa de 2014. Uma aula de atuação.

8) Perseguição na Lua (Ad Astra)

O filme de James Gray é muito mais introspectivo e reflexivo do que as maiorias das ficções científicas da atualidade. É um filme focado em seu personagem principal (Brad Pitt) e sua jornada de descobrimento, aceitação e solidão. Entretanto, o diretor cria ao menos quatro sequências de ação/suspense no filme: a perseguição na lua, a luta de Pitt com o macaco em uma espaçonave à deriva, a fuga de Marte e o seu retorno à nave ao final. As cenas são mais curtas do que estamos acostumados a ver no cinemão atual, mas todas são muito bem executadas. A perseguição é um dos pontos altos do filme, desde a ambientação da base no satélite, até a corrida contra “piratas lunares” e que lembrou muito Mad Max: Estrada da Fúria.

7) Tentando agradar os “gringos” (Bacurau)

Nenhum filme brasileiro foi tão falado esse ano como Bacurau. Aliás, acho que é o filme nacional mais falado desde Tropa de Elite 2. Foi o assunto do momento em bares, festas e rodas de amigos. Todos perguntavam: “e aí, viu Bacurau?”. O filme de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles é um exemplo perfeito da mistura do cinema nordestino com o pop dos filmes americanos, as referências de mestres como John Carpenter e gêneros como a ficção científica e o western. Além disso, é uma das maiores críticas sociais em todo o cinema de 2019. O “tapa com luva de pelica” é a cena em que dois brasileiros tentam se justificar e ganhar a simpatia dos vilões “gringos”, se descrevendo como brancos e do sul, colonizado por europeus, o que os deixam parecidos com os estrangeiros. A resposta e as reações são geniais.

6) Sharon Tate assiste ao próprio filme no cinema (Era uma vez em… Hollywood)

Foi difícil escolher apenas uma cena do novo filme de Quentin Tarantino. A história do ator (Leonardo DiCaprio) e seu dublê (Brad Pitt), em uma Hollywood nos finais dos Anos de Ouro, à sombra da criação da família Manson e seus crimes, é uma obra de amor ao cinema. E talvez a cena escolhida seja a que melhor representa isso. Poderia ter escolhido o suspense da cena de Pitt no rancho com os Manson, a catarse da cena final com DiCaprio e um lança-chamas ou mesmo as sensacionais cenas em seu personagem aparece atuando. Mas é na cena de Sharon Tate sentada num cinema vendo seu próprio filme, que Tarantino presta sua grande homenagem. É lindo ver Margot Robbie interpretando Tate coberta por óculos gigantes que a tornam uma “pessoa normal” e assistindo a verdadeira atriz na tela. A reação do público e a reação de Tate com o público se divertindo da sua obra é sensível e emocionante.

5) Coringa versus Murray (Coringa)

Coringa passou de projeto em que as pessoas tinham um pé atrás (como pode um filme do Coringa sem o Batman?) para um dos maiores sucessos do ano. O motivo tem nome e sobrenome: Joaquin Phoenix. É a sua atuação que faz o filme ser o que é. Na verdade, é a popularização de sua atuação em O Mestre, que quase ninguém viu, e que ele carrega os mesmos trejeitos. Isso não desmerece o filme de Todd Phillips, que pode sim, ser criticado por outros motivos, como o excesso de “homenagens” aos filmes da década de 70. É na crescente tensão do comportamento de Arthur Fleck e seu caminho direto para a loucura que o filme brilha. E o ponto alto é o encontro entre Coringa e o apresentador de um talk-show feito por Robert DeNiro: uma discussão sobre como a sociedade olha para os demais e como os ignorados só recebem a devida atenção no extremismo.

4) Porta meio aberta (O Irlandês)

Martin Scorsese enfim entregou seu projeto de vida: contar a história de Frank “Irlandês” Sheeran, que passou décadas envolvido em trabalhos com sindicatos, políticos e gangsters. A Netflix (mais uma vez) entregou um caminhão de dinheiro para que Scorsese pudesse contar a história. E isso está presente em cada cena do filme. Seja na espetacular maquiagem digital para rejuvenescer os atores, nos muitos cenários, figurinos ou no elenco maravilhoso que reúne Robert DeNiro, Joe Pesci, Al Pacino e mais um monte de nomes famosos. Assim como em Era uma Vez em… Hollywood, foi difícil escolher apenas uma cena dentre as 3h30 de filme. Entretanto, a mais marcante é, sem dúvida, a cena final. Um retrato da solidão de Frank e a perda de tudo e todos que ele já havia gostado ou amado. Ao final, um único pedido: que padre que que passa a ouví-lo no asilo deixe a porta do seu quarto meio aberta.

3) Charlie canta Being Alive (Histórias de um Casamento)

Com Histórias de um Casamento, Noah Baumbach apresenta um retrato sobre divórico que é justo com ambos os lados. É impressionante como o diretor divide o tempo de história dos personagens feitos por Adam Driver e Scarlett Johansson, mostrando os dois em situações semelhantes, mas com óticas totalmente diferentes. Até o momento em que o conflito direto de fato acontece, na espetacular cena no apartamento dele, os dois já tiveram tempo suficiente para brilhar. Essa cena da discussão seria a escolha mais fácil para essa lista. Entretanto, fico com o momento que mais me emociona e que carrego sempre que penso no filme: Charlie cantando “Being Alive”, clássico da Broadway, em um bar com os amigos. A letra fala sobre os lados do relacionamento, os acertos, culpas, medos, egoísmos, carinhos e decepções. Digo e repito: essa é a cena que dará o Oscar para Adam Driver. Ah, Netflix pela 4ª vez.

2) “Jéssica, filha única, Illinois, Chicago (Parasita)

Bong Joon-Ho criou um clássico moderno. Parasita será lembrado por anos ainda. Um drama de suspense, bem-humorado, que aborda questões de classe e os limites da obsessão humana por sucesso, conforto e por que não, apenas uma vida melhor. As histórias das famílias Kim e Park vão se misturando, seus demônios e pecados se aproximando, até o momento em que algo mais baixo põe em risco esse relacionamento. Há sempre alguém pronto para ser ainda mais obsessivo que o outro. A cena em que Ki-Jeong, da família pobre, agora usando o nome Jéssica, para com seu irmão na porta da casa da família rica e treina a mentira que contará já é um clássico.

1) Avengers Assemble! (Vingadores: Ultimato)

Foram mais de 10 anos, mais de 20 filmes e enfim, depois de uma primeira parte espetacular com Vingadores: Guerra Infinita, o Marvel Studios concluiu a sua Saga do Infinito e a sua primeira “Era” com Vingadores: Ultimato. O filme, que se tornou a maior bilheteria da história, é a consagração de tudo que a empresa criou ao longo desses anos. Uma carta de amor para os fãs. Seria uma total injustiça deixar de fora do primeiro lugar dessa lista a cena que todos esperávamos: a reunião de todos os heróis do MCU contra um grande exército de vilões. Desde o momento em que o Capitão América ergue o Mjolnir, passando pela mensagem de rádio do Falcão, os portais se abrindo, todos aparecendo de volta até que, enfim, Chris Evans dizer a frase que todos esperavam. É um verdadeiro espetáculo visual. É de arrepiar todas as vezes. E se isso não é cinema, meu amigo…

Cinema, TV e música. Cinéfilo na veia, música em todos os tempos livres e TV naquela hora do sofá.

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