Ou como James Franco pode entrar nas premiações do ano

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James Franco é conhecido do grande público pelas comédias “chapadas” como “Segurando as Pontas”, “É o Fim”, “A Entrevista” e pela trilogia Homem-Aranha, de Sam Raimi. Entretanto, o ator também já participou de projetos como “Tudo vai ficar bem”, de Win Wenders, “Milk: A Voz da Igualdade”, de Gus Van Sant e “127 Horas”, que o levou a uma indicação ao Oscar. Com “O Artista do Desastre”, em que dirige e protagoniza, Franco encontra sua melhor atuação justamente por juntar em um personagem bizarro e real sua veia para o humor e a seriedade de um drama biográfico (pelo menos até certo ponto).

O filme conta a história da amizade de Tommy Wiseau e Greg Sestero (Dave Franco), que culmina na produção de “The Room”, considerado um dos piores filmes já feitos, mas que encontrou nos circuitos midnight seus fãs, que lotam as sessões.

James Franco domina todas as cenas em que está na tela. A estranheza de Wiseau poderia ser um calcanhar de Aquiles para o filme, descambando para o pastelão ou para o humor barato. Entretanto, a atuação do protagonista da história é hipnotizante. Seja pelos seus trejeitos, sua aparência ou os enigmas como: de onde veio? Como pôde produzir um filme de milhões? Qual a sua idade?

Além disso, o roteiro constrói toda a trajetória de Tommy e Greg com grandes momentos entre os dois personagens, mesmo com Dave Franco não conseguindo ter uma atuação a altura do seu irmão.

Ao final, James Franco, agora como diretor, arrebata o espectador ao apresentar o verdadeiro Tommy Wiseau e mostrar lado a lado o filme original e as recriações de sua obra. É realmente impressionante e torna o filme uma bela homenagem a um artista que não era aceito nos padrões de Hollywood (ou do teatro ou de qualquer outro lugar), mas que conseguiu realizar o seu sonho (e do seu melhor amigo) de criar sua própria obra e ter seu cartaz estampado em uma première.

“O Artista do Desastre” é um filme extremamente engraçado, mas que em nenhum momento faz chacota para o público rir do sofrimento de Tommy ou simplesmente pela sua imagem ou seu jeito, de forma preconceituosa. Esse papel ficou para uma maioria que cruzou o seu caminho no passado.

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Cinema, TV e música. Cinéfilo na veia, música em todos os tempos livres e TV naquela hora do sofá.

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