The Mandalorian — S02E01: Bacana, mas poderia ser melhor.

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A primeira temporada de The Mandalorian fez todo o sucesso que a Disney poderia esperar no lançamento de seu serviço de streaming. O “Baby Yoda” foi um fenômeno já na primeira semana e continua ganhando novos fãs nesse quase um ano desde a estreia. E sim, o carisma do pequeno boneco e seu relacionamento com o Mandaloriano vivido por Pedro Pascal é responsável por alguns dos melhores episódios do ano inicial da série, que teve oito episódios.

No entanto, a primeira temporada não foi perfeita (o segundo capítulo foi sim!). Se o primeiro e terceiro episódios prometiam o clima de faroeste, um submundo pós-império (na excelente participação de Werner Herzog), os episódios quatro e cinco foram o que há de mais equivocado em Star Wars desde a aquisição da Disney: histórias idiotas, personagens vazios e o fan service apenas pelo fan service. E pior, o quinto episódio, dirigido pelo endeusado Dave Filoni, traz Tatooine, a cantina, um personagem fazendo as vezes de Han Solo e um “misterioso” personagem ao final, que de mistério mesmo não tinha nada. Ou seja, a série que prometia expandir o universo, continuava atada aos filmes clássicos com truques baratos para agradar alguns. Os episódios seguintes melhoraram o final da temporada, principalmente com o último, dirigido por Taika Waititi, deixando um ótimo gancho e uma possível expansão do universo.

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Enfim a segunda temporada

Com o ano quase acabando, sem grandes estreias no cinema e com streaming salvando, eis que a tão aguardada continuação da série começa com um episódio bem produzido e com ótimas participações: John Leguizamo logo no início e Timothy Olyphant (que já estou na torcida para que volte logo). Entretanto, The Mandalorian volta a repetir os mesmos erros da primeira temporada.

Dirigido pelo produtor da série, o queridinho da Disney (e desse que aqui escreve), Jon Favreau, o “capítulo 9”, como é chamado no streaming, começa perfeito: submundo, pichações, rinha de apostas, bandidos, Baby Yoda sendo fofo… então entra em cena o tal planeta do S01E05 de novo.

Bateu um temor de repeteco daquela pataquada? Bateu. Din Djarin está em busca de outros mandalorianos e é informado que há um em Tatooine. Confesso que a ideia me deixou dividido. Queria ver o que parecia que seria mostrado, porém o meu desejo de que Star Wars ande para frente é maior. Quando Din encontra o tal mandaloriano, fiquei surpreso e relaxado com a solução feita ali. E melhor, a Tatooine desse episódio é interessante, vemos outros locais, expande o conceito do Povo da Areia e traz um personagem que merece sim ser fixo da série, interpretado por Olyphant.

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E aí vem o final do episódio (sem spoilers) e ele é uma coisa qualquer. Uma cena grandiosa que já sabemos como vai acabar, que você já viu em vários outros filmes (alô produção do live-action de Hércules!) e que, mesmo com uma criatura nova, é apenas um fan service dos filmes antigos. Ah… e bem no final mesmo, uma aparição que já estava manjada desde a temporada passada. Não explode nenhuma cabeça e só serve para reviver mais um personagem de Star Wars que já havia sido morto. Pois é.

The Mandalorian volta com uma promessa de produção de grande escala, rica, um cinemão na nossa TV (dia 17 de novembro no Brasil), mas como Star Wars, talvez precise de mais. O clima épico está ali, a aventura, o faroeste (e a chegada de Mando na cidade em Tatooine é ótima), personagens carismáticos… falta o corte do cordão umbilical. Andar para frente e ser o que o futuro desse universo pede.

Abrir um sorriso do fã com dois sóis, um pedaço de pod de corrida ou um robô pichado no muro é mole.

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Cinema, TV e música. Cinéfilo na veia, música em todos os tempos livres e TV naquela hora do sofá.

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