The Mandalorian — S02E02 — Baby Yoda Merdeiro

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(Fica ligado aí para possíveis spoilers no texto)

Se o primeiro episódio da nova temporada de The Mandalorian começou com tudo de melhor e de pior que o primeiro ano já trazia, o segundo capítulo (ou como a Disney chama: Capítulo 10) consegue espelhar o sentimento do 2, com uma aventura simples, uma missão que envolve “ovos”, uma ameaça monstruosa e a fofura do Baby Yoda.

E assim como “The Child”, o capítulo 10, cativa pela brincadeira com gêneros. Se lá no primeiro ano, o episódio dois lembrava uma aventura de Indiana Jones, com Din Djarin pendurado para fora do transporte dos Jawas e a busca por um “tesouro”, em “The Passenger” é o clima de suspense e terror que domina boa parte.

Dirigido por Peyton Reed (Homem Formiga), a história continua de onde o primeiro episódio parou. Din volta de Mos Pelgo e surge uma oportunidade de obter novas informações sobre outros mandalorianos. Para isso, Din deve transportar Frog Lady (e uma mochila aquário cheia de ovos) para uma lua onde o marido dela poderá fertilizar sua cria e dar continuidade para a raça. No caminho, a Razor Crest é interceptada por X-Wings e cai em um planeta gelado.

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É nesse local inóspito e gelado que Peyton Reed trabalha bem o clima de suspense e terror “Spielberguiano”. Nada grotesco ou sanguinolento, ainda estamos falando de uma série do Disney+, mas uma ameaça gigante, uma força que vai encurralar os heróis, tal qual o T-Rex de Jurassic Park faz na sua primeira aparição.

E aí o valor de produção da série salta aos olhos. Desde a perseguição das naves, aos pequenos aracnídeos e o monstro maior (originalmente desenhado por Ralph McQuarrie para Dagobah, em O Império Contra-Ataca), até os detalhes da nave quebrada, a movimentação e a personalidade do Baby Yoda… tudo é fantástico. É cinema na televisão de casa.

E por falar em Baby Yoda, ele é a grande força carismática do episódio e o elemento que faz o roteiro andar. É uma das melhores representações de como a pequena criatura, mesmo com as manifestações poderosas da Força, ainda é uma criança. E é aquela criança merdeira, que faz um monte de coisa sem pensar nas consequências. Dá muita agonia assistir ele comendo uns ovos da raça da Lady Frog ou quando vai atrás de um dos filhotes de “aranha”. Isso dá um toque genuíno para as atitudes da criança e uma ótima desculpa para criar os perigos desse capítulo. Inclusive, fiquei esperando o momento em que a mãe descobriria e reagiria ao apetite do pequeno.

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E é nessa falta de uma reação que está (até agora) um dos fatores que ainda me desagrada na série. O senso de consequência e de perigo em cada episódio. Até aqui, eu já sei que sempre no final da historinha da semana, tudo vai ficar bem, não há uma preocupação de perigo iminente ou de que as coisas podem terminar mal. Tal sentimento foi muito bem feito lá no capítulo 7, “The Reckoning”, ao mostrar a morte de Kuiil.

The Mandalorian segue divertido, me fazendo esperar pela próxima sexta, mas eu quero mais. Eu quero que seja a expansão de Star Wars prometida lá na primeira temporada. O que está acontecendo nessa galáxia? Com o que sobrou do império, os Mandalorianos… Eu adoro ver Din e Baby Yoda, mas de que adianta torcer para eles vencerem, se já na vinheta com o nome da série, eu sei que tudo vai ficar bem no final?

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Cinema, TV e música. Cinéfilo na veia, música em todos os tempos livres e TV naquela hora do sofá.

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